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Música de fundo



domingo, 7 de julho de 2013

Sinopse do Livro: O Refúgio do Autor-Hélder Gonçalves -Book Synopsis: The Refuge-Author Hélder Gonçalves

 


O Autor Hélder Gonçalves conseguiu de forma magistral criar um cenário dos anos 50 de tal forma realística que podemos sentir aqui e acolá na narrativa do enredo, a possibilidade de tocar, cheirar, ouvir as peças do cenário e o burburinho dos personagens que sejam protagonistas, coadjuvantes ou meros figurantes.


O três primeiros personagens Fernando, Judite e Maria Do Céu ao poucos tornam-se o que poderia ser um triângulo amoroso, mas dado o carácter  irrepreensível do nosso herói,o Fernando que mesmo na juventude dos seus 22 anos de idade, demonstra  o diferenciamento de seu feitio para os demais da sua idade, vulto leal, fiel aos seus princípios vindos de berço d'ouro, amigo das letras e das artes em geral, simples e autentico.
Rapaz inteligente, aplicado com grande disciplina em seu trabalho, neto dedicado com total desvelo a sua amada Avó senhora que para mim vejo o retrato fiel das anciãs portuguesas que fizeram e fazem Portugal ser a notável nação que é. Que mesmo diante do sofrimento sempre mantiveram a compostura, o amor ao legado advindos do que receberam dos seus pais e avós e acima de tudo um amor incondicional a família e aos irmãos da pátria, mulheres cuja coragem até hoje são fontes de inspirações e adjectivos de: fé, ousadia, superação, mulhes cuja gênica são louvadas pelos lábios daqueles que sabem reconhecer o valor de quem faz a história ter uma direcção constante de vitória, mulheres que apesar da força e firmeza mantiveram no peito a ternura intacta dia após dia.
  Nós vamos encontrar o Fernando no decorrer da leitura encarando lutas e provas que para muitos seriam encaradas como batalhas perdidas, tolhimento da liberdade, porta aberta para discussões que levariam a bancarrota de qualquer cidadão menos sábio.
O Ambiente onde foi construída a história é dividida em três partes A primeira na sua rotina diária entre casa, trabalho e cafés as quais freqüentava para encontrar amigos, depois na segunda parte o surgimento de “O Refúgio” onde conheceu as alegria do amor, o sabor pueril e apaixonada da descoberta sexual, o lado doce da poesia declamada como poucas vezes e na terceira parte a sua estadia na Vila de Moura onde o surgimento de Clarice teve fundamental importância em sua futura.
O escritor Hélder esmera-se nos pequeninos detalhes que não só enriquecem a narrativa construída, que para o olhar atento do leitor são detalhes carregados no capricho em que Ele  o Hélder Gonçalves (Docarmo) exigiu de si mesmo nos doar uma espécie de ópera cujo lirismo e ballet constitui nas belezas tocantes, comoventes e marcantes de suas lembranças.
A descrita do fumo nos comboios naquela época, a importância de ouvir-se rádio, os encontros nas tascas, a ida ao cinema com os amigos, a discussão amigável de boas leituras compartilhadas a beira das esplanadas saboreando “tapas e fininhos”, os detalhes simples ou luxuosos de cada ambiente, sobre tudo no “O Refúgio” de um requinte e sensibilidade que a impressão é que estamos diante d’uma tela ou d’uma fotografia com imagens exacta do lugar.
A tensão pela qual vive cada personagem tem o fundo principal à repressão da política daquela época, onde aquela geração foi talhada e amoldada como o puro oiro ao ser provado no fogo.
  Mesmo tantos anos antes...
Ali já prever-se o rumor do que se preparava para  Portugal  e o mundo o tão memorável e inesquecível 25 de Abril, facto que veio a ser um divisor d’aguas, um marco na história para toda a gente.
  Não irei alongar-me mais, pois assim como todas as coisas boas da vida, aquilo que nos é caro, é se saboreado e ofertado aos bocadinhos como uma educação refinada a deguste d’alma e na leitura Da obra “O Refúgio” exige-se e nos permite que assim o seja, uma só leitura na nos satisfaz dado à riqueza nas nuanças, onde a cada releitura nos fazem surpresos  com factos e dados que se por um lado a mente deu destaque em alguns trechos e acontecimentos, deixou-se passar desapercebido por outros e ali se descobre e redescobre a inovação e o renovo.
Eu confesso que passaria boa mota de tempo discorrendo a respeito de cada sentimento e sensações que aflorava-se em mim a cada leitura, mas creio que não é preciso, pois nossos actos falam mais que as palavras e quando unem-se os actos e as palavras numa só direcção em total equilíbrio, ai temos a certeza que naquele aspecto em questão chegou-se a perfeição.
 Um detalhe que chamou-me particularmente à atenção foi a dedicatória desta obra: Dedicada in memória a sua esposa Maria Fernanda ...
No decorrer da história apeguei-me as palavras tendo em mente a fundamental importância desse Anjo na vida do Hélder que foi sua amada esposa e Ele com inconfundível testemunho desse amor, baptizou o principal personagem de Fernando.
Bem Haja...A profundidade e extensão do teu coração.
Eis cá meu abraço estreitado com toda admiração, carinho, emoção e profundo respeito pelo espírito iluminado que sois pelo que com tua sabedoria compartilhas e deixas como legado de conhecimento valoroso o ensinamentos a qual foram a Ti impostos a qual fizeram-se ser o homem que sois.
Até breve e toda minha gratidão por ter em minhas mãos, com teu autógrafo esse tesoiro que enquanto viver trarei com ternura nas minhas mais caras lembranças.
Minhas congratulações mais uma vez e FORÇA!